Mulheres se expõem a mais de 500 substâncias químicas por dia

Fique atento aos rótulos dos produtos de beleza que você consome em casa


Os cosméticos e tratamentos estéticos são parte da rotina. Do creme dental ao sabonete de banho, todos os dias fazemos uso de incontáveis substâncias químicas presentes nesses produtos. Então, se não há como se livrar de uma vez delas, o melhor é tomar alguns cuidados para que a beleza e a saúde convivam pacificamente.

Nos salões de beleza, fique atento aos rótulos dos produtos químicos e peça para que as misturas sejam preparadas na sua frente. No caso de tinturas e alisamentos, peça o teste da mecha para ter certeza de que não terá nenhuma reação adversa grave.

Na hora de comprar os cosméticos, prefira os que não tenham parabeno, conservante cancerígeno presente na maioria dos produtos de beleza.

Dê preferência a desodorantes roll-on e que não prometam proteção muito prolongada. Quanto maior a proteção, maior a quantidade de alumínio na fórmula.

Atenção, futuras mamães: a maioria dos esmaltes e sprays fixadores contêm ftalato, substância associada à malformação e ao desenvolvimento de meninos.

A concentração máxima de ureia permitida pela Anvisa em cosméticos é de 10%. Mulheres grávidas devem ficar longe da substância. Por causa do alto poder de penetração, ela pode atravessar a placenta e trazer consequências ainda desconhecidas ao bebê.

Cabelo, cabeleira, descabelada…

Todo mundo já passou por isso. Compra um xampu novo e pensa que, finalmente, encontrou a fórmula certa para manter os fios bonitos e saudáveis, já que o antigo deixava o cabelo pesado e sem vida. A explicação mais óbvia é que o cabelo, então, deve ter se acostumado com o xampu anterior, certo? Segundo Luciano Barsanti, médico e presidente da Sociedade Brasileira de Tricologia, essa é uma das queixas mais frequentes dos pacientes, embora não faça muito sentido. “Isso é um dos maiores mitos quando o assunto é cabelo”, resume. “O que acontece é que a pessoa deveria estar usando um produto inadequado e encontrou um que se adaptou melhor às necessidades dos cabelos dela”, explica.

A história de que é necessário trocar periodicamente de xampu, portanto, não procede — a não ser que exista uma indicação clínica, como uma dermatite ou uma queda acentuada dos fios, por exemplo.

— O bom é não trocar. A troca de xampu sempre implica contato com novos agentes químicos que podem, isso sim, irritar o couro cabeludo, em vez de tratá-lo — alerta.

E já que o jeito é se apegar a uma boa dupla de xampu e condicionador, a escolha do produto certo é essencial tanto para a saúde quanto para a beleza dos fios, como complementa o hair stylist Alexandre Vianna.

— É muito comum, no salão, mulheres reclamarem que o xampu está fazendo mal para o cabelo, quando, na verdade, era tudo uma questão de adequação do produto. Muita gente não sabe que tipo de cabelo tem — reforça.

Mesmo assim, existe uma explicação para quando a sua escolha, que antes parecia um elixir milagroso, deixa de funcionar. Mas ela nada tem a ver com cabelos “acostumados” ao produto.

— Pode ser que, ao longo da vida, o cabelo mude de aspecto, principalmente em períodos de alterações hormonais, como na puberdade ou no climatério. Aí, sim, é hora de reavaliar e mudar o xampu para o mais adequado naquele momento — esclarece Barsanti.

O uso indiscriminado de produtos tem consequências imprevisíveis. Fios sem vida, por exemplo, podem ser culpa sua.

— Muitas mulheres não retiram todo o condicionador no enxágue. O resíduo faz com que, ao longo do tempo, os cabelos fiquem com pontas duplas — esclarece o cabeleireiro Marcos Proença, de São Paulo.

Nesse caso, só um xampu de limpeza profunda — conhecido também como antirresíduos — para reverter o quadro. O tricologista Luciano Barsanti explica que os condicionadores não devem ser, de forma alguma, aplicados na raiz dos fios. “Uma das funções do condicionador é a de vedar os poros dos fios. Quando usado no couro cabeludo, ele obstrui o óstio capilar (orifício por onde nasce o fio) e pode levar a uma inflamação que, se não tratada, pode até ocasionar a perda definitiva do fio.” Esses e outros usos inadequados compromentem a saúde capilar.

Vaidade que compromete

Eis aqui uma proposta: olhe atentamente para sua prateleira de produtos de banho no box do banheiro e conte quantos xampus, condicionadores, máscaras de tratamento, esfoliantes, óleos, sabonetes e outros companheiros de beauté você coleciona. Mude agora para a pia. Cremes para pentear, hidratantes corporais, protetor solar, cremes faciais, desodorantes, cremes para os pés, mãos, unhas… A matemática começa a ficar complicada. Se colocar na ponta do lápis de quantos produtos é feita sua vaidade, pode ser até que se assuste com o resultado.

No início do ano, pesquisadores ingleses calcularam que as mulheres se expõem, em média, a 515 substâncias químicas diferentes todos os dias — presentes em cosméticos. Claro que, quando o assunto é manter os cabelos cuidados e a pele viçosa, isso não parece ser tão ruim. Mas também não significa que seja bom.

A verdade é que não é só no bolso que pesa a vaidade. Ser exposto a tantos compostos estranhos à pele e ao organismo pode ter um custo à saúde.

— Cosméticos têm a capacidade de se acumularem na pele. Quanto mais usamos, mais absorvemos seus compostos. A dica é prestar atenção ao rótulo e evitar substâncias contraindicadas — alerta o cosmetologista e pesquisador Maurício Pupo. Isso ajuda a explicar muita coisa, como veremos.

Por que os xampus simplesmente param de fazer efeito depois de um período de uso frequente? Por que não devemos pintar os cabelos e evitar esmaltes durante a gravidez? O que acontece quando usamos um mesmo produto por um longo período de tempo? A resposta a essas perguntas não é necessariamente uma sentença de morte, mas tem implicações que precisam ser observadas.

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/donna/19,206,3183271,Mulheres-se-expoem-a-mais-de-500-substancias-quimicas-por-dia.html

2 comentários:

Juliane disse...

Oi Carol,
Obrigada pela visita lá no blog. Vi que você mora em Porto, morei muitos anos aí, vim morar em Tramandaí há pouco tempo. Morava bem atrás da Cassol. Você é de que bairro?
Beijos,
Ju

Fafabio disse...

Olá Caroline, tudo bem?

Obrigado por sua visita em nossa obra. A cozinha foi feita por um marceneiro da Zona Leste de São Paulo. Se quiser, posso lhe passar o contato depois.

Um grande abraço.

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